A segunda guerra terminou e como herança deixou suas marcas, suas dores, mas acabou gerando um novo conflito. Com o fracasso da Liça das Nações criada no pós primeira guerra mundial, os países tentam de novo a fundação de uma instituição a ONU que surgirá com a missão de mediar desavenças e assim evitar que o mundo chegue a situação que ele se encontrou na ocasião do conflito mundial. Como uma nova herança dos traumas desse momento histórico do planeta, a situação dos judeus clamou a atenção das nações, há séculos foram mal quistos no mundo cristão, perseguição que atravessou séculos e chegou ao seu ápice com advento do nazismo. Depois do holocausto, o mundo concordou que algo devia ser feito e o sonho sionista que pairava sobre as cabeças e corações da comunidade judaica se tornou realidade com a criação de Israel. Foi promovido um forte processo de imigração e o estado israelense se tornou o abrigo dos refugiados judeus da segunda guerra, apesar do forte protesto da população palestina que já ocupava a séculos a região onde a ONU tinha determinado que se estabeleceria Israel, estava armado um dos maiores conflitos do nosso século.
Israel conseguiu ao longo do tempo criar um exercito fortemente armado, investiu em tecnologia bélica, enquanto que os mulçumanos em especial os palestinos devido a própria disputa interna não foram capaz de organizar uma linha de defesa vigorosa e unificada, optando por ações surpresas que inúmeras vezes tinha como alvo a população civil judaica. Ações extremadas se observam em ambos os lados, Israel dificulta a circulação de mulçumanos, constrói muros em suas fronteiras e após uma serie de conflitos com os mulçumanos, conseguiu ampliar consideravelmente seu território na mesma proporção que crescia o ódio entre judeus e mulçumanos. Observe aqui no mapa o crescimento da área israelense:
Outra fonte de sustentação do estado israelense certamente é o apoio que o mundo ocidental sempre lhe concedeu, em especial os EUA. Aliás essa aliança é compreensível uma vez que levamos em conta a forte atuação e influencia nos judeus na política americana no geral, mas também no que tange a atuação externa do país onde tem no extremismo islâmico um inimigo comum; por isso tudo a declaração do presidente Obama no qual defende a criação de um estado palestino com as fronteiras pré- 1967 causou surpresa. O primeiro ministro israelense reagiu prontamente de forma dura e sob a condição do anonimato disse a agência Reuters estar desapontado com o presidente americano, publicamente ele disse que as fronteiras de 67 são indefensáveis e que comprometeriam a paz de seu país. No entanto a ideia ganha força, na União Europeia apesar da forte resistência e entre os países sulamericanos como Uruguai, Argentina e o Brasil se justou aos demais Brics- Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul-, a maioria dos países africanos e asiáticos e países do leste europeu que já reconheceram o Estado Palestino ; no total já são mais de cem países em todo mundo. O apoio a essa causa cresce na mesma proporção que a resistência, diversos manifestantes europeus foram impedidos de embarcar para a região pelas companhias aéreas uma vez que o governo israelense anunciou que caso os nomes de sua lista desembarcassem no país iriam ser mandados de volta para casa e os custos ficariam a cargo das empresas. Clique aqui e saiba o caso dos manifestantes franceses.
No entanto hoje o governo israelense anunciou através de sua rádio estatal que aceita negociar com os palestinos tomando por base as fronteiras 67 e aceita a troca de territórios mediante a negociações, proposta lançada por Obama. A proposta parece ser uma tentativa de neutralizar a ação palestina , uma vez que Abbas pedia por manifestações populares em favor do reconhecimento de seu estado tal como vez ocorrendo na chamada primavera árabe-que tem sido efetivamente apoiada pelos países ocidentais- e pretendia apelar a ONU na reunião da Assembleia geral marcada para janeiro o que geraria um certo isolamento do estado israelense. No entanto de acordo com a Associated Press, nenhum oficial palestino teve acesso à proposta até agora. Independentemente dos interesses, Israel parece ter promovido uma mudança fundamental em sua política externa e com isso uma outra janela foi aberta para a chegada da paz nesse região tão conturbada, afinal na emergência desse novo mundo multipolar, onde se busca a integração e não a segregação, não faz sentido a criação de muros que reafirmam a separação, torcemos e aguardemos os próximos passos desses chefes de estado.




